Eu fui o que tu és, e tu serás o que eu sou
Paço das Artes, 2012



Albano Afonso, Bill Viola, Brígida Baltar, Bruno Kurru, Caetano Dias, Charly Nijensohn, Daré, Evandro Machado, José Rufino, Karina Zen, Marina Abramovic, Odires Mlászho, Oscar Munoz, Tamara Andrade, Vasco Araújo e Vitor Mizael



Entre mortes cotidianas, trocas de pele e transformações que redefinem o eu consumido pelo tempo, o grupo de artistas escuta da morte a experiência de antepassados, integra o corpo aos elementos da natureza, faz dele uma explosão cósmica que transforma o sujeito feito de mente e sentidos em espaço sideral ou imagem que se apaga de maneira fugas. Os moldes e o duplo de autorretratos levam a pensar sobre o indivíduo que escapa ao tempo cronológico. Considera aquele eu que interroga, nutre curiosidades e uma relação estreita com o mistério da vida. Este sujeito é quem enuncia a frase a seu interlocutor. Para além de morte fisiológica, esta personalidade oculta se mostra na exposição como quem atravessa o campo minado da história. Aponta a realidade que nos atravessa no aqui e agora, a qual é costumeiramente abafada pelo sem fim de sem fim de distrações que retardam o encontro inevitável com o que eu que não nasce e morre.