Josué Mattos é cofundador e diretor-geral do Centro Cultural Veras, em Florianópolis. Historiador da arte e curador, graduou-se em História da Arte e Arqueologia pela Université Paris X Nanterre, onde também concluiu o mestrado em História da Arte Contemporânea. Em 2009, obteve o mestrado em Práticas Curatoriais pela Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne.

Foi diretor do Museu de Arte de Santa Catarina, curador residente no Japão (Aomori Contemporary Art Centre) e curador do programa Itaú Rumos (2020–2021). Recebeu o Prêmio CNI SESI SENAI Marcantônio Vilaça para as Artes Visuais (2017–2018) e integrou o Comitê de Indicação do Prêmio PIPA (2015, 2017, 2022 e 2024). A convite do Sesc-SP, concebeu e dirigiu a primeira edição de Frestas – Trienal de Artes (2014–2015). Com o projeto Binômios, foi contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais (2014).

Entre seus projetos curatoriais recentes no Centro Cultural Veras, destacam-se: Raul Mourão – Circuito Inferior; Gokula Stoffel – Continuar a ser; Diego de los Campos – Fardo-Fúria (2025); Regina Silveira – Claro-Escuro; Pontos de Vida; Nara Guichon – Rede Fantasma; Miguel P. Chiquitano – A Sapopema da Samaúma / O Desaguar do Igarapé (2024); Comunidade de Ressonância (2023). Com o projeto Brasil Desamparado, recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Visuais, com montagens nos Museus de Arte Contemporânea de Goiás e Ceará (2017), Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Santa Catarina (2018).

Realizou exposições em museus e centros culturais no Brasil e no exterior, entre elas: O cio da terra / Ócio da terra (Fundación Pablo Atchugarry / The55 Project, Miami, 2023); Sandra Cinto – Noites de esperança na Cidade Maçarico (Casa Triângulo, 2022); Mônica Nador e JAMAC – Namblá Xokleng, Desterro-Desaterro (Museu de Arte de Santa Catarina, 2017–2019); Eu fui o que tu és e tu serás o que eu sou (Paço das Artes, 2012); Como o tempo passa quando a gente se diverte (Casa Triângulo, 2011); Por aqui, formas tornaram-se atitudes (Sesc Vila Mariana, 2010); Terres et Cieux (Mairie Paris 8, 2009).
Entre 2008 e 2010, concebeu e realizou três edições do Festival Inter-câmbio em Paris, em colaboração com a RATP, a Prefeitura de Paris, a Embaixada do Brasil na França e a Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne.

Mantém pesquisas e interesses em práticas relacionais e cooperativas da arte contemporânea, agroecologia, cosmologias não ocidentais e processos espirituais da tradição védica. Entre 1999 e 2006, viveu como monge na tradição de bhakti-yoga, caminho filosófico e devocional que segue estudando e praticando.

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